Todos os dias de feriados religiosos são dias de festa e guarda. Podemos citar o dia de Corpus Christi, a Pascoa com toda a sua simbologia e significado bíblico. Dia da Ressureição onde Cristo, após tanto sofrimento e morte, ressucita e ganha os céus juntamente com nosso Pai Celeste. Como guardar esses dias? Ou mesmo o Natal e outros dias mais de feriados santificados?
Muitas profissões não dão alternativa de simplesmente não serem desempenhadas. Muitas atividades não deixam opção de serem ou não desenvolvidas. Hospitais em atendimento a seus pacientes, meios de transportes em relação a seus usuários, postos de observação de aeroportos, navegação marítima, prestação de serviços os mais variados.
E, além do mais, simplesmente parar de trabalhar significa guardar espiritualmente uma data religiosa? Justamente deixar de desempenhar uma função que nos dá o pão de cada dia através da remuneração que recebemos? Isso não nos dá uma visão meio pecaminosa do trabalho que deve então ser realizado sob constante vigilia?
Acho que o desmpenho de uma atividade profissional nos realiza. E, sentindo-nos realizados iremos desepenhar com dedicação e prazer algo que sabemos que nos fortalece, ampara e gratifica.
O fundamental de tudo está no nosso dia-a-dia, onde a honestidade, humildade, altruismo, lealdade devem imperar. O trato e o desempenho do nosso trabalho feito com abnegação, senso de justiça e amor. O nosso conviver em família, onde o respeito e o diálogo devem ser uma constante. O trato com o nosso semelhante que retrata a maneira de como gostaríamos de ser tratados.
Mandamento da Lei de Deus para uma reflexão que nunca é demais e faz bem à alma.
quinta-feira, 8 de março de 2012
segunda-feira, 5 de março de 2012
NÃO TOMAR SEU SANTO NOME EM VÃO
Mais um Mandamento da Lei de Deus que não entendemos, ma o professamos a qualquer instante, toda vez que nos encontramos fragilizados diante de uma crise.
Sempre houveram crises. Através da História, notamos que elas sempre foram molas propulsoras para novos tempos. Mas, mesmo assim, sempre nos estressamos em situações aviltantes, o primeiro nome que nos vem à mente e o do Senhor. Muitas vezes o tomamos em vão pois somos incrédulos e "seres de pouca fé". Mas, voltando às crises:
Na Pré-História, transformações climáticas motivaram o empobrecimento das técnicas e escassez de alimentos, propiciando assim, diante das dificuldades sanadas através de processos lentos mas gradativos, grande progresso evolutivo.
Já mais adiante observamos as crises das grandes civilizações que, através de ciclos vitais como surgimento, evolução, ápice e decaída, deram origem a novas conquistas e períodos transitórios que resultaram em expansão e desenvolvimento.
A queda do mundo romano, que sucumbe diante do avanço bárbaro numa proporção de trinta milhões de romanos vencidos a um milhão de bárbaros vencedores, vai impor grandes transformações, culminando com a preparação das sociedades capitalistas.
Com o capitalismo, sociedades imperialistas desmoronam, revoluções, guerras, e novas instituições ditatoriais ocorrem sempre resultando das ruínas, novos rumos passam a permear os horizontes da humanidade, trazendo sempre sementes novas de criatividade, inovações e ideais.
Por aí concluimos que a crise que estamos vivendo também será transitória e, num otimismo que nos é peculiar, sabemos que melhores dias deverão surgir numa aurora onde se fará "misericórdia aos que me amam e guardam os meus mandamentos". Ex. 6-7.
Sempre houveram crises. Através da História, notamos que elas sempre foram molas propulsoras para novos tempos. Mas, mesmo assim, sempre nos estressamos em situações aviltantes, o primeiro nome que nos vem à mente e o do Senhor. Muitas vezes o tomamos em vão pois somos incrédulos e "seres de pouca fé". Mas, voltando às crises:
Na Pré-História, transformações climáticas motivaram o empobrecimento das técnicas e escassez de alimentos, propiciando assim, diante das dificuldades sanadas através de processos lentos mas gradativos, grande progresso evolutivo.
Já mais adiante observamos as crises das grandes civilizações que, através de ciclos vitais como surgimento, evolução, ápice e decaída, deram origem a novas conquistas e períodos transitórios que resultaram em expansão e desenvolvimento.
A queda do mundo romano, que sucumbe diante do avanço bárbaro numa proporção de trinta milhões de romanos vencidos a um milhão de bárbaros vencedores, vai impor grandes transformações, culminando com a preparação das sociedades capitalistas.
Com o capitalismo, sociedades imperialistas desmoronam, revoluções, guerras, e novas instituições ditatoriais ocorrem sempre resultando das ruínas, novos rumos passam a permear os horizontes da humanidade, trazendo sempre sementes novas de criatividade, inovações e ideais.
Por aí concluimos que a crise que estamos vivendo também será transitória e, num otimismo que nos é peculiar, sabemos que melhores dias deverão surgir numa aurora onde se fará "misericórdia aos que me amam e guardam os meus mandamentos". Ex. 6-7.
AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS
Castro Alves na sua súplica, poema Vozes D'África exclama:
"Deus! Ó Deus! Onde estáis que não respondes!
Em que mundo, em que estrela Tú te escondes embuçado nos céus?
Há dois mil anos te mandei meu grito
Que embalde, desde então corre o infinito...
Onde estás, Senhor Deus?...
Basta, Senhor! Do teu potente braço
Role através dos astros e do espaço
Perdão p'ra os crimes meus!
Há dois mil anos eu soluço, um grito...
Escuta o brado meu lá no infinito,
Meu Deus! Senhor, meu Deus!!..."
Exaltado, suplicado, temido, reverenciado, personificado e amado principalmente. De uma coisa temos a certeza: é uma fonte de energia infinita de onde sentimentos simples e ao mesmo tempo grandiosos como humildade, amor, caridade jorram nos dando a dimensão de que não passamos de simples grãos de areia diante de sua generosidade.
Somos tão insignificantes, tão medíocres diante de sua grandeza mas ao mesmo tempo, sabemos que é a sua força que nos conduz, a sua luz que nos direciona e a sua deslumbrância que nos dá a noção da nossa pequenez.
Como não amá-Lo, não respeitá-Lo e ao mesmo tempo sentí-Lo como parte de nós? Somente a barreira do orgulho, da soberba, da malediscência, do desamor é que anula essa certeza porque "Deus é caridade" e "na caridade não há temor e o que teme não é perfeito em caridade."Jo 4-8,18.
"Deus! Ó Deus! Onde estáis que não respondes!
Em que mundo, em que estrela Tú te escondes embuçado nos céus?
Há dois mil anos te mandei meu grito
Que embalde, desde então corre o infinito...
Onde estás, Senhor Deus?...
Basta, Senhor! Do teu potente braço
Role através dos astros e do espaço
Perdão p'ra os crimes meus!
Há dois mil anos eu soluço, um grito...
Escuta o brado meu lá no infinito,
Meu Deus! Senhor, meu Deus!!..."
Exaltado, suplicado, temido, reverenciado, personificado e amado principalmente. De uma coisa temos a certeza: é uma fonte de energia infinita de onde sentimentos simples e ao mesmo tempo grandiosos como humildade, amor, caridade jorram nos dando a dimensão de que não passamos de simples grãos de areia diante de sua generosidade.
Somos tão insignificantes, tão medíocres diante de sua grandeza mas ao mesmo tempo, sabemos que é a sua força que nos conduz, a sua luz que nos direciona e a sua deslumbrância que nos dá a noção da nossa pequenez.
Como não amá-Lo, não respeitá-Lo e ao mesmo tempo sentí-Lo como parte de nós? Somente a barreira do orgulho, da soberba, da malediscência, do desamor é que anula essa certeza porque "Deus é caridade" e "na caridade não há temor e o que teme não é perfeito em caridade."Jo 4-8,18.
REFLEXÃO EM TEMPO DE QUARESMA
Ganhei de meu filho um quadro retratando os Dez Mandamentos, as duas tábuas escritas a fogo por Deus e entregues a Moisés, líder do povo hebreu, que tinha sido expulso do Egito e andava errante pelo deserto. Moisés recebeu esses preceitos a mais de três mil anos no Monte Sinai para nortear a vida cristã desde então.
Mandamentos que estabelecem:
- Amar a Deus sobre todas as coisas.
- Não tomar seu santo nome em vão.
- Guardar os dias de festa e guarda .
- Honrar pai e mãe.
- Não matar.
- Não roubar.
- Não pecar contra a castidade.
- Não praticar falso testemunho.
- Não desejar a mulher do próximo.
- Não cobiçar as coisas alheias.
Como poderemos conciliar como bons cristãos a Santa Lei de Deus nos dias atuais?
Dias conturbados com violência que se sobrepõe ao amor, onde assaltos, sequestros, banditismo, drogas, insegurança, crise, poluição, sistemas políticos sufocantes, miséria, fome,enfim tudo aquilo que transmite desamor, descrença, abandono, está presente no cotidiano nos pressionando, fazendo com que nos questionemos sobre a possibilidade de dias mais amenos, mais gratificantes e mais fraternos, numa aurora onde se fará " misericordia aos que Me amam e guardam os Meus Mandamentos." (Ex.6-7)
Nada melhor do que a época da quaresma para uma reflexão que nunca é demais e faz bem à alma.
Mandamentos que estabelecem:
- Amar a Deus sobre todas as coisas.
- Não tomar seu santo nome em vão.
- Guardar os dias de festa e guarda .
- Honrar pai e mãe.
- Não matar.
- Não roubar.
- Não pecar contra a castidade.
- Não praticar falso testemunho.
- Não desejar a mulher do próximo.
- Não cobiçar as coisas alheias.
Como poderemos conciliar como bons cristãos a Santa Lei de Deus nos dias atuais?
Dias conturbados com violência que se sobrepõe ao amor, onde assaltos, sequestros, banditismo, drogas, insegurança, crise, poluição, sistemas políticos sufocantes, miséria, fome,enfim tudo aquilo que transmite desamor, descrença, abandono, está presente no cotidiano nos pressionando, fazendo com que nos questionemos sobre a possibilidade de dias mais amenos, mais gratificantes e mais fraternos, numa aurora onde se fará " misericordia aos que Me amam e guardam os Meus Mandamentos." (Ex.6-7)
Nada melhor do que a época da quaresma para uma reflexão que nunca é demais e faz bem à alma.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
UMA VIAGEM MARAVILHOSA
Quando se é criança, pode-se perceber a grande expectativa que gira em torno do enunciado de uma viagem que muitas vezes está só em projeto pois sua realização depende de muitos fatores principalmente o financeiro que na época era bem curto.
Essa viagem é na realidade para Guaratuba, uma visita aos avós paternos nas férias de julho em plena época da festa do Divino. Isso é muito bom!!! Quer dizer, mais ou menos pois "êta viagenzinha difícil e sofrida."
Primeiro ponto da dificuldade: o tempo da demora. Deveria ser uma cinco ou seis horas pelo menos pois na minha cabeça demorava muito.
Segundo ponto: o sofrimento pois eu enjoava muito e qualquer curva feita era motivo para "destripar o mico" ou "chamar o Hugo."
Terceiro ponto: o pula pula do ônibus pois a estrada era de terra e a buraqueira era o que mais tinha.
Quarto ponto: o entra e sai no ônibus pois de uma altura em diante se vinha pela praia e dependendo da maré o único jeito era esperar ela baixar para seguir adiante.
Quinto ponto: a travessia. Que medo entrar naquela lancha que navegava com a água rente a janela. E quando o mar estava agitado! Balançava tanto que o jeito era rezar para se chegar sã e salvo.
Finalmente a chegada. Opa. Agora sim. Tudo é festa. Primeira visão que enchia os olhos quando se descia da lancha: A Cruz toda iluminada por lampadas da Igreja Centenária.
Do trapiche de desembarque - ruiu com a erosão de 68 - até a casa de meus avós era um pulo pois era só atravessar a Avenida Beira Mar ( frente a baia) entrar na travessa e... pronto! Chegamos.
Para minha família essas lembranças são especiais pois na travessa enfocada - hoje a rua do Iguana, ligando a baía à praça, situava-se a casa de meus avós. Uma casa em estilo português antigo com paredes grossas, janelas imensas de madeira. A entrada principal era frente à Praça onde uma porta grossa de madeira que era fechada por uma enorme e pesada trava dava ínicio a um enorme corredor ladeado por quartos escuros que mexiam com a nossa imaginação de criança onde seres desconhecidos ali habitavam. Esse corredor desembocava em uma enorme sala que era usada como depósito de sacarias, produtos a granel vendidos no armazém de meu avó.
Uma cozinha onde uma grande mesa era o móvel principal, na cabeceira o lugar certo do patriarca da família que era um homem alto, claro, olhos azuis, bonachão e risonho. Lembro que ele gostava de contar piadas quando estávamos na mesa e uma das mais repetidas era da professora que fazia ditado a seus alunos e sempre saía a história do perú. Sabe qual é , né! Se não sabe, azar o teu.
O fogão a lenha sempre aceso pois a vida doméstica começava cedo e se estendia pelo dia todo.
A geladeira era a querozene. Chuveiro quente, água corrente nas torneiras, banheiro dentro de casa. Casa em frente à Praça, bem no centro da cidade; que mais? Há! e o Armazém! Bala, bolacha, biscoito de polvilho...quanta guloseima. "Nossa, Nossa. Assim você me mata!"
E a Festa do Divino? Lembro dela só no domingo. Umas quatro ou cinco barracas que funcionavam no pátio em volta da Igreja e que faziam a festa da criançada. A Barraca do ratinho. A barraca da roleta. A Barraca da pescaria. A mais famosa ao meu ver era a do ratinho. Um porquinho da índia que ficava em uma caixa amarrada em uma vara no cento de um círculo formado por casinhas numeradas. Quando o ratinho era descoberto, ele procurava abrigo em uma das casinhas e o grande prêmio que podia ser um bibelô, uma caneca, um sabonete e outras coisas mais cabia ao sortudo ganhador dono do número da casinha.
Lembro-me que meu irmão mais velho, um dia foi o grande sorteado. Hum, que felicidade. Que alegria. Ganhou um prêmio. Meu Pai, que emocionante. Era... adivinhe o que? UMA CANECA.
Pegou a dita pela alça e saiu correndo para mostrar em casa. Pois era só atravessar a praça e pronto eis aí o grande prêmio. Mais como na vida nada pode ser previsto, eis que aconteceu o infortúnio. Meu irmão, na euforia tropeçou e caiu. A caneca foi a grande prejudicada pois ele chegou em casa apenas com a alça em volta do dedo. Que frustração. Até hoje, cinquenta anos depois, rimos com essas lembranças. Memórias. Como é bom relembrar.
Essa viagem é na realidade para Guaratuba, uma visita aos avós paternos nas férias de julho em plena época da festa do Divino. Isso é muito bom!!! Quer dizer, mais ou menos pois "êta viagenzinha difícil e sofrida."
Primeiro ponto da dificuldade: o tempo da demora. Deveria ser uma cinco ou seis horas pelo menos pois na minha cabeça demorava muito.
Segundo ponto: o sofrimento pois eu enjoava muito e qualquer curva feita era motivo para "destripar o mico" ou "chamar o Hugo."
Terceiro ponto: o pula pula do ônibus pois a estrada era de terra e a buraqueira era o que mais tinha.
Quarto ponto: o entra e sai no ônibus pois de uma altura em diante se vinha pela praia e dependendo da maré o único jeito era esperar ela baixar para seguir adiante.
Quinto ponto: a travessia. Que medo entrar naquela lancha que navegava com a água rente a janela. E quando o mar estava agitado! Balançava tanto que o jeito era rezar para se chegar sã e salvo.
Finalmente a chegada. Opa. Agora sim. Tudo é festa. Primeira visão que enchia os olhos quando se descia da lancha: A Cruz toda iluminada por lampadas da Igreja Centenária.
Do trapiche de desembarque - ruiu com a erosão de 68 - até a casa de meus avós era um pulo pois era só atravessar a Avenida Beira Mar ( frente a baia) entrar na travessa e... pronto! Chegamos.
Para minha família essas lembranças são especiais pois na travessa enfocada - hoje a rua do Iguana, ligando a baía à praça, situava-se a casa de meus avós. Uma casa em estilo português antigo com paredes grossas, janelas imensas de madeira. A entrada principal era frente à Praça onde uma porta grossa de madeira que era fechada por uma enorme e pesada trava dava ínicio a um enorme corredor ladeado por quartos escuros que mexiam com a nossa imaginação de criança onde seres desconhecidos ali habitavam. Esse corredor desembocava em uma enorme sala que era usada como depósito de sacarias, produtos a granel vendidos no armazém de meu avó.
Uma cozinha onde uma grande mesa era o móvel principal, na cabeceira o lugar certo do patriarca da família que era um homem alto, claro, olhos azuis, bonachão e risonho. Lembro que ele gostava de contar piadas quando estávamos na mesa e uma das mais repetidas era da professora que fazia ditado a seus alunos e sempre saía a história do perú. Sabe qual é , né! Se não sabe, azar o teu.
O fogão a lenha sempre aceso pois a vida doméstica começava cedo e se estendia pelo dia todo.
A geladeira era a querozene. Chuveiro quente, água corrente nas torneiras, banheiro dentro de casa. Casa em frente à Praça, bem no centro da cidade; que mais? Há! e o Armazém! Bala, bolacha, biscoito de polvilho...quanta guloseima. "Nossa, Nossa. Assim você me mata!"
E a Festa do Divino? Lembro dela só no domingo. Umas quatro ou cinco barracas que funcionavam no pátio em volta da Igreja e que faziam a festa da criançada. A Barraca do ratinho. A barraca da roleta. A Barraca da pescaria. A mais famosa ao meu ver era a do ratinho. Um porquinho da índia que ficava em uma caixa amarrada em uma vara no cento de um círculo formado por casinhas numeradas. Quando o ratinho era descoberto, ele procurava abrigo em uma das casinhas e o grande prêmio que podia ser um bibelô, uma caneca, um sabonete e outras coisas mais cabia ao sortudo ganhador dono do número da casinha.
Lembro-me que meu irmão mais velho, um dia foi o grande sorteado. Hum, que felicidade. Que alegria. Ganhou um prêmio. Meu Pai, que emocionante. Era... adivinhe o que? UMA CANECA.
Pegou a dita pela alça e saiu correndo para mostrar em casa. Pois era só atravessar a praça e pronto eis aí o grande prêmio. Mais como na vida nada pode ser previsto, eis que aconteceu o infortúnio. Meu irmão, na euforia tropeçou e caiu. A caneca foi a grande prejudicada pois ele chegou em casa apenas com a alça em volta do dedo. Que frustração. Até hoje, cinquenta anos depois, rimos com essas lembranças. Memórias. Como é bom relembrar.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
RECORDAÇÃO DE INFÂNCIA - "MEA CULPA"
"CADA COUSA EM SEU LUGAR POUPA TEMPO E MUITO FALAR." Um pano de parede, acabamento em debrum com tecido xadrez branco e azul. O seu tema bordado em ponto cruz, em fio também azul, fundo meio creme, onde xícaras estão dispostas cuidadosamente sobre os pires, bule de porcelana e açucareiro, ou seja, um aparelho para chá, passando uma idéia de zelo, ordem, capricho e muita organização. E a frase estava lá. Servindo de reforçO para toda aquela idéia.
A visão desta mensagem foi uma constante em minha infância pois este pano ficou estampado como decoração na cozinha de nossa casa durante muito tempo, enquanto durou é claro.
Foi algo que minha mente de criança fotografou e para mim ele era extraordinariamente bonito. Achava aquela frase especial. Só não entendia por que "cousa" ao invés de "coisa". Sei lá, fino requinte, deve ser.
Mas por que este palavrório a respeito de uma recordação de infância?
Culpa leitores. Pura culpa.
Ao contrário da imagem guardada e do ensinamento passado, não sou uma pessoa muito organizada, confesso.
Mas mesmo assim eu pergunto: temos que ser seres robotizados onde tudo é feito coordenadamente, sem deslize, com perfeição total?
O retrato de cada um está no toque especial que nos diferencia um do outro. Que nos leva a analisar as situações e trazer à tona "mea culpas" que nos fazem mergulhar dentro de nós mesmos em busca do grande tesouro no íntimo de nosso ser que é a nossa consciência.
A visão desta mensagem foi uma constante em minha infância pois este pano ficou estampado como decoração na cozinha de nossa casa durante muito tempo, enquanto durou é claro.
Foi algo que minha mente de criança fotografou e para mim ele era extraordinariamente bonito. Achava aquela frase especial. Só não entendia por que "cousa" ao invés de "coisa". Sei lá, fino requinte, deve ser.
Mas por que este palavrório a respeito de uma recordação de infância?
Culpa leitores. Pura culpa.
Ao contrário da imagem guardada e do ensinamento passado, não sou uma pessoa muito organizada, confesso.
Mas mesmo assim eu pergunto: temos que ser seres robotizados onde tudo é feito coordenadamente, sem deslize, com perfeição total?
O retrato de cada um está no toque especial que nos diferencia um do outro. Que nos leva a analisar as situações e trazer à tona "mea culpas" que nos fazem mergulhar dentro de nós mesmos em busca do grande tesouro no íntimo de nosso ser que é a nossa consciência.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
FAXINAL DO CÉU - TEXTO PUBLICADO EM 2/2/2001
Li na Folha que os novos diretores das escolas estaduais tomarão posse do cargo em Faxinal do Céu, agora no final de janeiro. Reelembrei que estando para me aposentar - abril de 96 - fui convocada para participar do Seminário de Educação Avançada, um encontro onde o lema nas entrelinhas era: "Faça milagres na sua escola".
Considerei-me premiada. Foi um período delicioso onde, alojada com colegas maravilhosas, companheiras inseparáveis vivenciamos a programação da semana. Os horários das refeições eram uma festa.
Assistimos a Ópera de Cordas, Concerto de música clássica, Monólogo feito pela atriz global Natália Thimberg, palestras, fóruns, entrevistas, os mais variados filmes, um que eu trago na memória é "A Festa de Babette"; também citações de livros à serem adquiridos, afinal todo o material engajado na filosofia educacional do governo.
Fizemos caminhadas em bosques lindos onde as folhas amareladas e avermelhadas formavam um imenso tapete.
Acostumada no litoral, onde a visão predominante é água, me encantei com as imensas plantações. Paisagens esverdeadas onde as máquinas delimitam e estabelecem ordem, tornando homogênea as enormes áreas plantadas onde os vegetais com seus caules balançando ao vento dão uma grande sensação de poder econômico à espera da época da colheita.
Outro fator que estranhei foi o frio. Em pleno mês de abril, ainda estamos com os cobertores e as roupas quentes guardadas. Lá, já estávamos usando agasalhos pesados, pois o frio não dava trégua.
Realmente foi um prêmio essa experiência vivenciada em Faxinal do Céu. Que saudade...
Considerei-me premiada. Foi um período delicioso onde, alojada com colegas maravilhosas, companheiras inseparáveis vivenciamos a programação da semana. Os horários das refeições eram uma festa.
Assistimos a Ópera de Cordas, Concerto de música clássica, Monólogo feito pela atriz global Natália Thimberg, palestras, fóruns, entrevistas, os mais variados filmes, um que eu trago na memória é "A Festa de Babette"; também citações de livros à serem adquiridos, afinal todo o material engajado na filosofia educacional do governo.
Fizemos caminhadas em bosques lindos onde as folhas amareladas e avermelhadas formavam um imenso tapete.
Acostumada no litoral, onde a visão predominante é água, me encantei com as imensas plantações. Paisagens esverdeadas onde as máquinas delimitam e estabelecem ordem, tornando homogênea as enormes áreas plantadas onde os vegetais com seus caules balançando ao vento dão uma grande sensação de poder econômico à espera da época da colheita.
Outro fator que estranhei foi o frio. Em pleno mês de abril, ainda estamos com os cobertores e as roupas quentes guardadas. Lá, já estávamos usando agasalhos pesados, pois o frio não dava trégua.
Realmente foi um prêmio essa experiência vivenciada em Faxinal do Céu. Que saudade...
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