Quando fui participar do Encontro de Educação Avançada em abril de 96, estava as vésperas de ser vovó.
Por coincidência, no alojamento em que eu fiquei, uma colega de Pérola do Oeste estava na mesma situação. Foi uma curtição. Fizemos listas de nomes, conversamos, divagamos pois a condição de vovó para nós era uma novidade.
Faxinal do Céu atuou literalmente como uma faxina em minha mente. Idéias novas, experiências trocadas com colegas de todo o Estado. As mais variadas situações do dia a dia de uma escola foram analisadas, discutidas e buscadas as melhores soluções para um melhor aproveitamento e conveniência.
Em um dos trabalhos foi-nos apresentada e comentada a poesia "Minha Infância" de Carlos Drummond de Andrade e a sugestão que fizéssemos algo em consonância. Da tentativa resultou:
Meu pai de bicicleta ia para a lida
Onde trabalhava como carpinteiro
Pedalava pela estrada poeirenta sem fundo
Passava pelo Oleoduto que temíamos
Porque sempre escutavamos que se explodisse
Seria o fim do mundo.
Munha mãe catava café nos armazéns
A remuneração era por quilo catado
Portanto, para que mais café rendesse
Eu ia junto para catá-lo também.
Eu e meus irmãos íamos
Para a escola na cidade
Pela linha de trem se equilibrando de esguelha
Outras crianças da Vila iam juntas
E catávamos amoras vermelhas
Ao longo do caminho.
Eu sempre soube que essa infância
Foi a mais bonita do mundo.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
AINDA SOBRE CINZAS - LEMBRANÇAS DE CRIANÇA
Na década de 50, em uma vila onde morávamos foi que aconteceram as peripécias que vou descrever.
As condições de vida eram complicadas mas, comparando com muitas situações dos dias atuais, morávamos em um palácio. Nossa casa era de madeira, toda sarrafeada, pintada de amarelo, construída sobre sapatas em um terreno compacto e limpo. Tinha uma árvore com copa frondosa na frente, um terreno com quintal, horta, bomba d'agua - apesar que a água era saloba mas tudo bem, havia a torneira comunitária na esquina. A divisão de peças era também de madeira com portas, tudo direitinho afinal meu pai era marceneiro, carpinteiro e construir casa era sua especialidade.
Mas voltando ao assunto: fogão a gás nem pensar. Nem se conhecia isso. Era fogão a lenha. Fogão a lenha mesmo construido com tijolos etecétera e tal, tal como os de hoje em dia. Só que agora, os ditos fogões servem, na maioria para decoração.
No pátio de casa, havia uma tora de madeira meio cavocada onde se colocava a "acha" de lenha e com o machado a "acha" era dividida em vários pequenos pedaços para ser colocado no fogo. Imagine que o machado permanecia no quintal e mesmo nós, crianças de 7 ou 8 anos, eu e meus irmãos, cortávamos a lenha quando era preciso.
Mas voltando outra vez à pauta que é "cinzas". Muitas vezes na falta da lenha que era comprada em metro cúbico, ou seja, dois paus enfiados na terra com 1 metro de altura, uma distancia de 1 metro entre eles. Ali se colocava tronco com 1 metro de comprimento, preenchendo todo o espaço. Pronto, aí está a quantidade de lenha que era vendida para ser consumida nos fogões. Adivinhe como é que eu sei disso! Bem, em uma certa altura de nossa vida, meu pai dentre outras atividades que desempenhava para aumentar a renda da família, além de trabalhar como carpinteiro nos armazéns de café; vendia lenha em metro. Sentiu firmeza no velho? Ele era supimpa. Que Deus o tenha.
Quando nos mudamos, nos anos sessenta, como diz minha mãe; meu pai continuou vendendo lenha no Armazém do meu avô só que desta vez era o feixe pronto com determinado número de "achas" cortadas que vinham já prontos dos sítios.
Mas, voltando outra vez ao enusitado: Na falta de lenha, ou para aumentar o estoque, nós íamos com nossa avó materna "lenhar", ou seja, catar lenha, no caso, gravetos, galhos, troncos de árvores que eram derrubados para que os terrenos fossem limpos para construção. Afinal a vila estava se espandindo. Os donos cortavam as árvores, creio até que eram nativas; colocavam fogo e o que restava eram tocos encarvoados e - cheguei lá - cobertos de cinzas. Nós fazíamos feiches destas preciosidades e transportávamos na cabeça para casa. Imagine a cena: Parecíamos personagens, da música THRILLER de Michael Jackson: pretos de carvão e cheios de cinzas. Mas não pense, querido leitor que aquilo nos entristecia. Muito pelo contrário, representava para nós uma alegria por mais uma aventura vivenciada. Ficávamos purificados bem no sentido teológico da benção e distribuição de cinzas da qual participei nesta quarta feira de cinzas.No meu caso, as cinzas da lembrança de criança era um regozijo, um motivo de grande alegria pois representava viver uma grande aventura com a avó, ainda por cima.
Quem não tem belas lembranças vividas com a avó ou com o avô, que marcaram suas vidas que jogue a primeira pedra!
As condições de vida eram complicadas mas, comparando com muitas situações dos dias atuais, morávamos em um palácio. Nossa casa era de madeira, toda sarrafeada, pintada de amarelo, construída sobre sapatas em um terreno compacto e limpo. Tinha uma árvore com copa frondosa na frente, um terreno com quintal, horta, bomba d'agua - apesar que a água era saloba mas tudo bem, havia a torneira comunitária na esquina. A divisão de peças era também de madeira com portas, tudo direitinho afinal meu pai era marceneiro, carpinteiro e construir casa era sua especialidade.
Mas voltando ao assunto: fogão a gás nem pensar. Nem se conhecia isso. Era fogão a lenha. Fogão a lenha mesmo construido com tijolos etecétera e tal, tal como os de hoje em dia. Só que agora, os ditos fogões servem, na maioria para decoração.
No pátio de casa, havia uma tora de madeira meio cavocada onde se colocava a "acha" de lenha e com o machado a "acha" era dividida em vários pequenos pedaços para ser colocado no fogo. Imagine que o machado permanecia no quintal e mesmo nós, crianças de 7 ou 8 anos, eu e meus irmãos, cortávamos a lenha quando era preciso.
Mas voltando outra vez à pauta que é "cinzas". Muitas vezes na falta da lenha que era comprada em metro cúbico, ou seja, dois paus enfiados na terra com 1 metro de altura, uma distancia de 1 metro entre eles. Ali se colocava tronco com 1 metro de comprimento, preenchendo todo o espaço. Pronto, aí está a quantidade de lenha que era vendida para ser consumida nos fogões. Adivinhe como é que eu sei disso! Bem, em uma certa altura de nossa vida, meu pai dentre outras atividades que desempenhava para aumentar a renda da família, além de trabalhar como carpinteiro nos armazéns de café; vendia lenha em metro. Sentiu firmeza no velho? Ele era supimpa. Que Deus o tenha.
Quando nos mudamos, nos anos sessenta, como diz minha mãe; meu pai continuou vendendo lenha no Armazém do meu avô só que desta vez era o feixe pronto com determinado número de "achas" cortadas que vinham já prontos dos sítios.
Mas, voltando outra vez ao enusitado: Na falta de lenha, ou para aumentar o estoque, nós íamos com nossa avó materna "lenhar", ou seja, catar lenha, no caso, gravetos, galhos, troncos de árvores que eram derrubados para que os terrenos fossem limpos para construção. Afinal a vila estava se espandindo. Os donos cortavam as árvores, creio até que eram nativas; colocavam fogo e o que restava eram tocos encarvoados e - cheguei lá - cobertos de cinzas. Nós fazíamos feiches destas preciosidades e transportávamos na cabeça para casa. Imagine a cena: Parecíamos personagens, da música THRILLER de Michael Jackson: pretos de carvão e cheios de cinzas. Mas não pense, querido leitor que aquilo nos entristecia. Muito pelo contrário, representava para nós uma alegria por mais uma aventura vivenciada. Ficávamos purificados bem no sentido teológico da benção e distribuição de cinzas da qual participei nesta quarta feira de cinzas.No meu caso, as cinzas da lembrança de criança era um regozijo, um motivo de grande alegria pois representava viver uma grande aventura com a avó, ainda por cima.
Quem não tem belas lembranças vividas com a avó ou com o avô, que marcaram suas vidas que jogue a primeira pedra!
QUARESMA - CINZAS
Pesquisando, lí trechos onde vários personagens bíblicos se cobriram de cinzas para se redimir de seus pecados como foi o caso de DAVI ao cometer adultério com Betsabéia; ou para reagir a uma situação de infâmia como foi o caso de Tamar, quando seu próprio irmão Amnon - ambos filhos do rei Davi - que a tenta e força uma relação sexual dispensando-a e desprezando-a em seguida. Também Jó faz várias citações de se cobrir com cinzas em penitências às suas agrúrias e tormentos exprimindo assim sua dor e humilhação.
Mardoqueu, no Livro de Ester, se veste de saco e se cobre de cinzas quando soube do decreto do rei Asuer I da Pérsia que condenou à morte todos os judeus de seu império. (Est 4.1)
Daniel ao profetizar a captura de Jerusalém pela Babilônia (550 A.C.)escreveu: Voltei o meu olhar para o Senhor Deus procurando fazer preces e súplicas com jejum, vestido de pano de saco e coberto de cinza. (Dn 9.3).
No século V A.C. logo depois da pregação de Jonas que dizia: "Dentro de quarenta dias Nìnive vai ser destruída", o povo de Nínive se proclamou en jejum e todos se vestiram de saco inclusive o rei que além de tudo levantou-se de seu trono e sentou sobre cinzas. Mandou também publicar e anunciar aos ninevitas um decreto do rei e de seus ministros, nestes termos: "Homens, animais, gados e ovelhas não poderão comer nada, nem pastar, nem beber água. Deverão vestir pano de saco, tanto homens como animais; e todos clamarão a Deus com toda a força. Cada um deverá converter-se de sua má conduta e deixar de lado toda espécie de ação violenta. Quem sabe, assim Deus volte atrás, fique com pena, apague o ardor de sua ira, e a gente consiga escapar".
DEUS viu o que eles fizeram e como se converteram de sua má conduta, então desistiu do mal que os tinha ameaçado e não o executou. (3:7.9)
Deve haver mais citações sobre cinza na Bíblia, mas o que eu conclui é que somos humanos. Erramos. Mas quem não erra? Afinal somos filhos de DEUS e DEUS na sua infinita bondade nos perdoa quando sinceramente nos arrependemos e nos voltamos à ELE clamando pela sua misericórdia. Amém.
Mardoqueu, no Livro de Ester, se veste de saco e se cobre de cinzas quando soube do decreto do rei Asuer I da Pérsia que condenou à morte todos os judeus de seu império. (Est 4.1)
Daniel ao profetizar a captura de Jerusalém pela Babilônia (550 A.C.)escreveu: Voltei o meu olhar para o Senhor Deus procurando fazer preces e súplicas com jejum, vestido de pano de saco e coberto de cinza. (Dn 9.3).
No século V A.C. logo depois da pregação de Jonas que dizia: "Dentro de quarenta dias Nìnive vai ser destruída", o povo de Nínive se proclamou en jejum e todos se vestiram de saco inclusive o rei que além de tudo levantou-se de seu trono e sentou sobre cinzas. Mandou também publicar e anunciar aos ninevitas um decreto do rei e de seus ministros, nestes termos: "Homens, animais, gados e ovelhas não poderão comer nada, nem pastar, nem beber água. Deverão vestir pano de saco, tanto homens como animais; e todos clamarão a Deus com toda a força. Cada um deverá converter-se de sua má conduta e deixar de lado toda espécie de ação violenta. Quem sabe, assim Deus volte atrás, fique com pena, apague o ardor de sua ira, e a gente consiga escapar".
DEUS viu o que eles fizeram e como se converteram de sua má conduta, então desistiu do mal que os tinha ameaçado e não o executou. (3:7.9)
Deve haver mais citações sobre cinza na Bíblia, mas o que eu conclui é que somos humanos. Erramos. Mas quem não erra? Afinal somos filhos de DEUS e DEUS na sua infinita bondade nos perdoa quando sinceramente nos arrependemos e nos voltamos à ELE clamando pela sua misericórdia. Amém.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
MAIS UMA DE CARNAVAL
A alegria efusiva que contagia no Carnaval é algo maravilhoso que serve como liberação do estresse e a preparação da mente e do espírito para mais um ano de jornada de trabalho, estudo e labuta.
Um grande tapete humano toma conta da avenida decorada tendo como motivo a descontração, a busca desenfreada da emoção onde as limitações não existem. A energia infinita explode incontida num extase arrojado, expandido num potencial intenso que perdurará durante os quatro dias carnavalescos.
Homes transformados em mulheres, "Valérias" do Zorra Total, super-heróis, fantasmas, presidiários, feiticeiras, bruxas, bailarinas, coelhinhas da Play Boy, drag-queens, odaliscas, sultões, beduínos, palhaços, colombinas e outras fantasias mais; todas personalizando o evento com imagens escrachadas, numa explosão de cores, brilho, espuma, suor, confete e serpentina que inspira o mais alto grau de curtição em massa.
Movidos por altíssimos decibéis que vibram no rítmo acelerado, no pula pula ou balançar frenético noite a dentro, onde a realidade não existe, o cansaço só irá se estampar na quarta feira de cinzas, misturado com a ressaca resultante de latas e latas de cerveja ingerida para animar o corpo e dar leveza à alma.
Um grande tapete humano toma conta da avenida decorada tendo como motivo a descontração, a busca desenfreada da emoção onde as limitações não existem. A energia infinita explode incontida num extase arrojado, expandido num potencial intenso que perdurará durante os quatro dias carnavalescos.
Homes transformados em mulheres, "Valérias" do Zorra Total, super-heróis, fantasmas, presidiários, feiticeiras, bruxas, bailarinas, coelhinhas da Play Boy, drag-queens, odaliscas, sultões, beduínos, palhaços, colombinas e outras fantasias mais; todas personalizando o evento com imagens escrachadas, numa explosão de cores, brilho, espuma, suor, confete e serpentina que inspira o mais alto grau de curtição em massa.
Movidos por altíssimos decibéis que vibram no rítmo acelerado, no pula pula ou balançar frenético noite a dentro, onde a realidade não existe, o cansaço só irá se estampar na quarta feira de cinzas, misturado com a ressaca resultante de latas e latas de cerveja ingerida para animar o corpo e dar leveza à alma.
domingo, 5 de fevereiro de 2012
CARNAVAL
Gostamos de carnaval. Ele representa quatro dias de muita alegria, prazer, descontração e muito, mas muito mesmo: diversão.
Nesta época, temos a oportunidade de escrachar tudo aquilo que nos incomoda, aquilo que achamos exótico ou mesmo aquilo que gostaríamos de ser ou ter, mas com essa crise tamanha, sabe quando?
Escrachamos as barbaridades cometidas pelos ministros, senadores, juízes, deputados, cartolas, sistemas existentes e cidadãos comuns; até vereadores, pois se continiuarem gastando do jeito que estão,
só mesmo passando para o primeiro lugar na gastança.
Barbaridades divulgadas pela mídia com uma naturalidade imensa, querendo passar a idéia de que tudo é normal, corriqueiro e que devemos engolir goela abaixo.
Portanto não se espantem se defrontarem com algum "ministro" ou vereadores "viajantes" ou "gastonildos" em um bloco qualquer.
Carnaval é uma farra. Farra total são também as imensas fortunas desviadas ou adquiridas sabe-se lá como. Farra total também são as prisões domiciliares cheias de mordomias das quais "alguns" com penas seríssimas gozam e, grande parte da população carcerária simplesmente fica jogada na "masmorra".
Farra é o sistema educacional, sistema de saúde, político, secretaria de ordem social, sistema de distribuição de renda no país, siatema de moradia, saneamento básico, atendimento do SUS e aí vão outros "emas" que são levados a sério pela população e pelos contribuintes na esperança de melhoria, paz, tranquilidade, segurança, enfim "ordem e progresso". Mas na realidade o que acontece é a "desordem e o regresso" devido ao caos dos "emas" onde tomamos conhecimento do desvio de verbas, gastança em mordomias, péssima remuneração de policiais, professores, manutenção das escolas, merendas,vagas no ensino público, etecétera e tal.
Enfim, carnaval é uma grande farra, portanto vamos cantar: -"Quanto riso, hó quanta alegria, mais de mil palhaços no salão"... ou então: "- Mamãe eu quero...mamãe eu quero... mamãe eu quero mamar"...
Nesta época, temos a oportunidade de escrachar tudo aquilo que nos incomoda, aquilo que achamos exótico ou mesmo aquilo que gostaríamos de ser ou ter, mas com essa crise tamanha, sabe quando?
Escrachamos as barbaridades cometidas pelos ministros, senadores, juízes, deputados, cartolas, sistemas existentes e cidadãos comuns; até vereadores, pois se continiuarem gastando do jeito que estão,
só mesmo passando para o primeiro lugar na gastança.
Barbaridades divulgadas pela mídia com uma naturalidade imensa, querendo passar a idéia de que tudo é normal, corriqueiro e que devemos engolir goela abaixo.
Portanto não se espantem se defrontarem com algum "ministro" ou vereadores "viajantes" ou "gastonildos" em um bloco qualquer.
Carnaval é uma farra. Farra total são também as imensas fortunas desviadas ou adquiridas sabe-se lá como. Farra total também são as prisões domiciliares cheias de mordomias das quais "alguns" com penas seríssimas gozam e, grande parte da população carcerária simplesmente fica jogada na "masmorra".
Farra é o sistema educacional, sistema de saúde, político, secretaria de ordem social, sistema de distribuição de renda no país, siatema de moradia, saneamento básico, atendimento do SUS e aí vão outros "emas" que são levados a sério pela população e pelos contribuintes na esperança de melhoria, paz, tranquilidade, segurança, enfim "ordem e progresso". Mas na realidade o que acontece é a "desordem e o regresso" devido ao caos dos "emas" onde tomamos conhecimento do desvio de verbas, gastança em mordomias, péssima remuneração de policiais, professores, manutenção das escolas, merendas,vagas no ensino público, etecétera e tal.
Enfim, carnaval é uma grande farra, portanto vamos cantar: -"Quanto riso, hó quanta alegria, mais de mil palhaços no salão"... ou então: "- Mamãe eu quero...mamãe eu quero... mamãe eu quero mamar"...
sábado, 4 de fevereiro de 2012
VOLTA ÀS AULAS
Para quem tem uma vida cheia de possibilidades, nada melhor do que o início do ano letivo onde as perspectivas fundamentadas no estudo embasarão toda uma visão de futuro tanto pessoal como profissional. Os caminhos muitas vezes não são aqueles que traçamos, os anseios que fincamos como alicerces. Agora, de uma coisa tenhamos a certeza: o que semearmos, colheremos.
Se estudamos, nos empenhamos, nos aperfeiçoamos, vamos em busca de clarear nossas dúvidas, vivemos as etapas de nossa vida como quem degusta o seu cardápio favorito, não com pressa mas com regalo aí teremos a força transformadora que nos amadurecerá e nos preparará de forma iluminada para o que o mundo tem a nos oferecer.
Claro que a formação de cada jovem aluno não deverá ser olhado como algo abstrato que acontecerá lá adiante, no futuro quando ele já tiver atingido todos os degraus acadêmicos da graduação a que se propôs. Todos os dias, nas pequenas tarefas, nos empenhos dispendidos, nas etapas vivenciadas, nas pesquisas feitas, nas obrigações cotidianas realizadas; tudo isso compõe patamares que galgados nos levarão ao encantamento de que o que queremos está ao nosso alcance.
Enfrentaremos os obstáculos que por ventura aparecerem de peito aberto e com tranquilidade pois criamos uma base sólida para o grande edifício que é a nossa realização.
Volta às aulas. Para uns significa apenas a demonstração de novas proezas, a exibição aos colegas e a tentativa de desestruturação dos professores. Para alguns: o ensejo de rever os amigos e fazer novas amizades. Para outros, graças a Deus, representa a oportunidade de ir adiante, de fechar novo ciclo. De novos conhecimentos, novas descobertas.
O grande paradigma está hoje em como atrair a atenção e despertar o interesse desta classe estudantil estabelecendo motivações para os desafios apresentados.
Creio que a grande sacada está na emoção, no prazer. Se não houver emoção, gosto pelo que se está estudando, a atividade se mecaniza e não haverá a possibilidade de se reter o conhecimento. Se fazer receptivo à aurora dos novos tempos.
As redes sociais estão aí como mola propulsora da comunicação e cabe aos professores estabelecerem um relacionamento amistoso com seus alunos na tentativa de que as fronteiras do saber e das realizações sejam atingidas numa ação de reciprocidade.
E imagine, tudo isso começa a partir do primeiro dia de aula!
Sejam todos benvindos à mais um ano letivo.
Se estudamos, nos empenhamos, nos aperfeiçoamos, vamos em busca de clarear nossas dúvidas, vivemos as etapas de nossa vida como quem degusta o seu cardápio favorito, não com pressa mas com regalo aí teremos a força transformadora que nos amadurecerá e nos preparará de forma iluminada para o que o mundo tem a nos oferecer.
Claro que a formação de cada jovem aluno não deverá ser olhado como algo abstrato que acontecerá lá adiante, no futuro quando ele já tiver atingido todos os degraus acadêmicos da graduação a que se propôs. Todos os dias, nas pequenas tarefas, nos empenhos dispendidos, nas etapas vivenciadas, nas pesquisas feitas, nas obrigações cotidianas realizadas; tudo isso compõe patamares que galgados nos levarão ao encantamento de que o que queremos está ao nosso alcance.
Enfrentaremos os obstáculos que por ventura aparecerem de peito aberto e com tranquilidade pois criamos uma base sólida para o grande edifício que é a nossa realização.
Volta às aulas. Para uns significa apenas a demonstração de novas proezas, a exibição aos colegas e a tentativa de desestruturação dos professores. Para alguns: o ensejo de rever os amigos e fazer novas amizades. Para outros, graças a Deus, representa a oportunidade de ir adiante, de fechar novo ciclo. De novos conhecimentos, novas descobertas.
O grande paradigma está hoje em como atrair a atenção e despertar o interesse desta classe estudantil estabelecendo motivações para os desafios apresentados.
Creio que a grande sacada está na emoção, no prazer. Se não houver emoção, gosto pelo que se está estudando, a atividade se mecaniza e não haverá a possibilidade de se reter o conhecimento. Se fazer receptivo à aurora dos novos tempos.
As redes sociais estão aí como mola propulsora da comunicação e cabe aos professores estabelecerem um relacionamento amistoso com seus alunos na tentativa de que as fronteiras do saber e das realizações sejam atingidas numa ação de reciprocidade.
E imagine, tudo isso começa a partir do primeiro dia de aula!
Sejam todos benvindos à mais um ano letivo.
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
UM POUQUINHO DE HISTÓRIA II -
Continuando o nosso "passeio" pela história onde tivemos uma visão da França no final da Idade Média caracterizado pelo declínio do Sistema Feudal que estava agonizando e o "seu sangue se esvaindo"
quando os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade eclodem nos anseios do povo. Após vários levantes, os partidos que surgem da burguesia deitam e rolam na disputa do poder instaurando períodos de verdadeiro terror. Mas o povo que era o principal interessado continuava pagando altos tributos, passando fome e vivendo na "pindaíba" de sempre.
Com um golpe de governo, é implantado uma ditadura militar onde a figura que vai se destacar é a de Napoleão Bonaparte. Com uma carreira militar rápida, de simples tenente, aos 24 anos o homem que tinha muito ambição, fome de poder, de domínios territoriais, inimigos políticos em potencial e EGO extremamente acirrado, se autoproclama Imperador da França onde governa até 1814, beneficiando a todos os seus com cargos e regalias a perder de vista.
O homem mais poderoso do mundo na época tinha como grande opositor a Grã Bretanha, motivo pelo qual decreta o Bloqueio Continental vedando aos países neutros o acesso aos portos franceses e proibindo o comércio de todos os produtos britânicos no continente. Sobrou para Portugal e consequentemente para o Brasil.
Portugal era um país neutro em relação a França mas com muitos laços de compromisso com a Inglaterra. Por isso, não obedece as determinações de Napoleão e aí o "bicho pega". A ameaça de ser invadida é eminente. Decisão de Dom João Principe Regente de Portugal na época: fugir para o Brasil.
BRASIL - DE SIMPLES COLONIA À REINO UNIDO
Fomos colonia de 1500 a 1808. Foram mais de trezentos anos onde nossas riquezas foram sugadas e transferidas. Tivemos nosso índio dizimado ou transformado em mão-de-obra.
Houve a introdução do elemento negro como "mercadoria", representando uma grande riqueza populosa; tudo isso com o consenso de uma igreja "bem intencionada".
Com a vinda de D.João para o Brasil, fugindo da Europa onde Napoleão era o "trator" invasor no intento de expandir as fronteiras da França e Portugal, não poderia estar fora do processo; tivemos então o Brasil como cenário da sede administrativa do reino.
Como isso aconteceu?
Devido a invasão de Portugal pelos exércitos franceses de Napoleão, a solução que D. João encontrou para evitar a humilhação de ser subjugado foi fugir para o Brasil com sua família e os principais funcionários do reino. Cerca de 15.000 pessoas amontoaram-se em 14 navios trazendo suas riquezas.
E no Brasil como ficaram as coisas?
Nada mudou. A população pobre: indios, negros e mestiços que compunham cerca de três milhões da população continuaram pobres e sem acesso as benfeitorias que viriam a seguir.
Para abrigar toda a comitiva portuguesa houve muita ostentação e violência no Rio de Janeiro, onde os moradores foram despejados das melhores casas em nome do Príncipe Regente (PR) cuja insígnia era afixada nas portas das residências sob o escárnio de "ponha-se na rua".
O Rio de Janeiro foi transformado em uma cidade nos moldes europeus pois vários cursos foram criados. Foi fundado o Museu Nacional, o Observatório Astronômico e a Biblioteca Real. Foi criada a primeira gráfica, fundado o Banco do Brasil e instalado a Casa da Suplicação (hoje Supremo Tribunal Federal).
Em 1815, o Brasil passou a ser Reino Unido em igualdade de condições com Portugal, o que vai apressar o processo de sua indepedência.
quando os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade eclodem nos anseios do povo. Após vários levantes, os partidos que surgem da burguesia deitam e rolam na disputa do poder instaurando períodos de verdadeiro terror. Mas o povo que era o principal interessado continuava pagando altos tributos, passando fome e vivendo na "pindaíba" de sempre.
Com um golpe de governo, é implantado uma ditadura militar onde a figura que vai se destacar é a de Napoleão Bonaparte. Com uma carreira militar rápida, de simples tenente, aos 24 anos o homem que tinha muito ambição, fome de poder, de domínios territoriais, inimigos políticos em potencial e EGO extremamente acirrado, se autoproclama Imperador da França onde governa até 1814, beneficiando a todos os seus com cargos e regalias a perder de vista.
O homem mais poderoso do mundo na época tinha como grande opositor a Grã Bretanha, motivo pelo qual decreta o Bloqueio Continental vedando aos países neutros o acesso aos portos franceses e proibindo o comércio de todos os produtos britânicos no continente. Sobrou para Portugal e consequentemente para o Brasil.
Portugal era um país neutro em relação a França mas com muitos laços de compromisso com a Inglaterra. Por isso, não obedece as determinações de Napoleão e aí o "bicho pega". A ameaça de ser invadida é eminente. Decisão de Dom João Principe Regente de Portugal na época: fugir para o Brasil.
BRASIL - DE SIMPLES COLONIA À REINO UNIDO
Fomos colonia de 1500 a 1808. Foram mais de trezentos anos onde nossas riquezas foram sugadas e transferidas. Tivemos nosso índio dizimado ou transformado em mão-de-obra.
Houve a introdução do elemento negro como "mercadoria", representando uma grande riqueza populosa; tudo isso com o consenso de uma igreja "bem intencionada".
Com a vinda de D.João para o Brasil, fugindo da Europa onde Napoleão era o "trator" invasor no intento de expandir as fronteiras da França e Portugal, não poderia estar fora do processo; tivemos então o Brasil como cenário da sede administrativa do reino.
Como isso aconteceu?
Devido a invasão de Portugal pelos exércitos franceses de Napoleão, a solução que D. João encontrou para evitar a humilhação de ser subjugado foi fugir para o Brasil com sua família e os principais funcionários do reino. Cerca de 15.000 pessoas amontoaram-se em 14 navios trazendo suas riquezas.
E no Brasil como ficaram as coisas?
Nada mudou. A população pobre: indios, negros e mestiços que compunham cerca de três milhões da população continuaram pobres e sem acesso as benfeitorias que viriam a seguir.
Para abrigar toda a comitiva portuguesa houve muita ostentação e violência no Rio de Janeiro, onde os moradores foram despejados das melhores casas em nome do Príncipe Regente (PR) cuja insígnia era afixada nas portas das residências sob o escárnio de "ponha-se na rua".
O Rio de Janeiro foi transformado em uma cidade nos moldes europeus pois vários cursos foram criados. Foi fundado o Museu Nacional, o Observatório Astronômico e a Biblioteca Real. Foi criada a primeira gráfica, fundado o Banco do Brasil e instalado a Casa da Suplicação (hoje Supremo Tribunal Federal).
Em 1815, o Brasil passou a ser Reino Unido em igualdade de condições com Portugal, o que vai apressar o processo de sua indepedência.
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